sábado, 6 de fevereiro de 2016

O estilo de Deus é a humildade, diz Papa em homilia

papa_humildade
Na Missa desta sexta-feira, 5, na Casa Santa Marta, o Papa Francisco falou da humildade de Deus. Ele explicou que o estilo de Deus não é o estilo do homem, porque Ele vence com a humildade, como demonstra o fim do maior dos profetas, João Batista, que preparou o caminho a Cristo e depois, colocou-se de lado.
O “maior” dos homens, o “justo e santo” que preparou o povo para a chegada do Messias, termina decapitado na escuridão de uma cela, sozinho e condenado ao ódio vingativo de uma rainha e à covardia de um rei submisso. Assim, Deus vence, comentou o Papa Francisco, relendo, na homilia, o Evangelho que narra a morte de João Batista.
“João Batista: o maior homem nascido de uma mulher: assim diz a fórmula de canonização de João. Esta fórmula não foi dita por um Papa, mas por Jesus, o homem que é o maior jamais nascido de uma mulher. O maior Santo: assim, Jesus o canonizou. E terminou no cárcere, degolado, e sua última frase foi quase uma renúncia: ‘Os discípulos de João, ao saber do fato, vieram, pegaram o cadáver e o colocaram no sepulcro’. Assim terminou o maior homem nascido de uma mulher’. Um grande profeta; o único a quem foi concedido ver a esperança de Israel”.
O maior tormento
Francisco não parou na evidência do Evangelho e tentou entrar na cela de João, escavar na alma da voz que gritou no deserto e batizou multidões em nome Daquele que ainda viria, e que agora estava acorrentado não só aos ferros do cativeiro, mas provavelmente à incerteza que o devastava, apesar de tudo.
“Ele sofreu na prisão, também a tortura interior da dúvida: Talvez, eu estivesse errado? Este Messias não é como eu imaginava que devia ser o Messias… ‘. E ele enviou seus discípulos para perguntar a Jesus: ‘Mas, diga, diga a verdade: és Tu quem deve vir?’, porque aquela dúvida lhe fazia sofrer. ‘Eu cometi um erro ao anunciar alguém que não é? Eu enganei as pessoas?’. O sofrimento, a solidão interior deste homem”.
Humilde até o fim
“Diminuir, diminuir, diminuir, assim foi a vida de João”, frisou o Papa. João Batista foi um grande homem, que não procurou a própria glória, mas a de Deus, e que termina no anonimato. Mas, com essa sua atitude, concluiu Francisco, preparou o caminho para Jesus, que morreu da mesma forma, em agonia, sozinho, sem os discípulos.
“Irá nos fazer bem ler hoje esta passagem do Evangelho, o Evangelho de Marcos, capítulo VI. Ler esta passagem, para ver como Deus vence: o estilo de Deus não é o estilo do homem. Peça ao Senhor a graça da humildade que tinha João, e não atribuir os méritos ou glórias de outros. E acima de tudo, a graça de que na nossa vida haja sempre o lugar, para que Jesus cresça e que diminuamos, até o fim”.
Por Canção Nova, com Rádio Vaticano

Encontro histórico entre o Papa e o Patriarca russo acontecerá em Cuba

EPA1937142_Articolo
O dia 12 de fevereiro entrará para a História: será quando, pela primeira vez, os Primazes da Igreja Católica e da Igreja Ortodoxa Russa se encontrarão em sinal de proximidade entre as duas Igrejas.
O encontro entre o Papa Francisco e o Patriarca Kirill de Moscou (foto) e todas as Rússias acontecerá no aeroporto internacional José Martí, em Havana, onde o Patriarca estará em visita oficial e onde o Papa fará uma escala antes de dar início à Viagem Apostólica ao México. Ao final do colóquio, será assinada uma declaração comum.
Em comunicado conjunto, nesta sexta-feira (05/02), a Santa Sé e o Patriarcado de Moscou “auspiciam que o encontro seja também um sinal de esperança para todos os homens de boa vontade e convidam todos os cristãos a rezar com fervor para que Deus abençoe este encontro para que possa produzir bons frutos”.
Por Rádio Vaticano

Évora: Arcebispo destina renúncia quaresmal a «cristãos perseguidos»

Arquidiocese de Évora

D. José Alves quer afastar «indiferença» face ao sofrimento alheio

Évora, 05 fev 2016 (Ecclesia) – O arcebispo de Évora revelou hoje que a renúncia quaresmal dos católicos da arquidiocese alentejana vai ser destinada este ano aos “cristãos perseguidos”.
“A nossa renúncia quaresmal será um pequeno gesto de generosidade, envolvido num abraço fraterno, que juntamos à nossa oração constante, como forma de mitigar a violência exercida sobre esses milhares de irmãos nossos a quem queremos fazer chegar um sinal concreto do amor misericordioso de Deus”, escreveu D. José Alves, na mensagem para a Quaresma 2016, enviada à Agência ECCLESIA.
O prelado informa que o montante recolhido “vai ser canalizado para os cristãos perseguidos, que perdem os seus haveres e se vêm obrigados a abandonar as suas casas e o seu país”, através da Fundação Ajuda à Igreja que Sofre.
A Quaresma, que se inicia com a celebração de Cinzas (10 de fevereiro, este ano), é um período de 40 dias, excetuando os domingos, marcado por apelos ao jejum, partilha e penitência, que serve de preparação para a Páscoa, a principal festa do calendário cristão.
Neste contexto, surge a renúncia quaresmal, prática em que os fiéis abdicam da compra de bens adquiridos habitualmente noutras épocas do ano, reservando o dinheiro para finalidades especificadas pelo bispo da sua diocese.
‘Vai e faz tu também o mesmo’ é o título da mensagem para a Quaresma, inspirada na Parábola do Bom Samaritano e D. José Alves destaca que as palavras de Jesus não dão lugar à “indiferença”.
O responsável mobiliza a diocese ao encontro dos “desconhecidos caídos à beira do caminho” como o bom samaritano.
“Se deixarmos ecoar no nosso coração a compaixão há de levar-nos a ser misericordiosos”, observa.
O prelado assinala ainda que a diocese adotou a expressão “sede misericordiosos como o Pai, para lema de vida e ação” desde o início do ano pastoral e, pelo Jubileu da Misericórdia, abriu a Porta Santa, em Vila Viçosa, “símbolo de Cristo, a verdadeira Porta que dá acesso livre e gratuito à misericórdia do Pai”.
“Todos temos ao nosso alcance um conjunto de meios para experimentar e celebrar a misericórdia, que transforma o coração e nos torna capazes de praticar as obras de misericórdia em favor do próximo”, destaca.
D. José Alves considera também que na figura do samaritano Jesus ofereceu “um ícone da misericórdia”, que deveria guiar sempre o “modo de proceder como cristãos e, nomeadamente, neste tempo quaresmal”.
CB/OC

quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Esse pode ser o nosso Último Natal, diz Papa Francisco

 O Papa Francisco falou aos fiéis presentes na Praça de São Pedro que o Natal desse ano possa ser o último para a humanidade. Em 2015, o Papa Francisco pediu perdão em nome da Igreja pelos escândalos recentes em Roma.para francisco (1)

Em um discurso severo, o Papa disse que o atual cenário caótico do mundo marca o começo do ‘final dos tempos’, e nessa mesma época no próximo ano o mundo tende a estar de uma forma irreconhecível, conta o site YourNewsWire.


para francisco natal face

Francisco, que anteriormente havia anunciado o começo da Terceira Guerra Mundial, rotulou o Natal desse ano como uma “charada”, durante uma missa na Casa Santa Maria, no começo de Dezembro.

Durante o discurso foi citado ataques terroristas pelo mundo, como ataques a aviões, entre outros.para francisco (2)

“Nós estamos fechados para o Natal. Haverão luzes, haverão festas, árvores brilhantes, e até cenários natalinos, tudo às mil maravilhas. Enquanto o mundo continua em guerra”, disse o Papa.

O Pontífice, que completou 79 anos também nesse mês, elaborou para o seu discurso a seguinte fala:“Enquanto o mundo passa fome, queima, e se declina para um caos maior, nós devemos perceber que a celebração natalina esse ano, para aqueles que celebram, possa ser a última”.

“A não ser que o caminho para a paz seja reconhecido, nós devemos chorar pelas vítimas inocentes que crescem a cada dia, e pedir perdão para Deus. Assim como Jesus e Deus choram, eu choro também”, acrescentou o Papa Francisco.para francisco (5)

Alguns tratam como necessidade o que para outros é algo inimaginável.

Um tanto diferente dos outros Papas, seja pela evolução que o Tempo proporciona, ou por um impulso pessoal seu, Jorge Mario Bergoglio, o Papa Francisco, apresenta uma postura fora do comum para o poderio romano.

Não apenas em seus discursos, mas o que mais chama a atenção são os pequenos atos que o Papa vem demonstrando, que revelam grandes resultados.

Estaria o Papa sabendo de algo que não pode dizer publicamente, mas mesmo assim está tentando nos dar um recado?

para francisco (1)

A creditamos que o papa queira fazer com que mudemos nossas atitudes como humanidade, para que a paz possa estar em todos os lugares da terra. E que não vivamos uma ilusão como fazemos atualmente, onde uns comemoram e outros fazem guerra para sustentar esta comemoração. Para que possamos abrir os olhos e se enxergar-nos como uma grande fraternidade humana. Pois apenas onde todos estão em paz é que realmente existe a paz. O amor deve estar nas legislações.

domingo, 13 de dezembro de 2015

Conheça a história da santa protetora dos olhos

Santa Luzia (ou Santa Lúcia), cujo nome deriva do latim, é muito amada e invocada como a protetora dos olhos, janela da alma, canal de luz.
Conta-se que pertencia a uma família italiana e rica, que lhe deu ótima formação cristã, ao ponto de Luzia ter feito um voto de viver a virgindade perpétua. Com a morte do pai, Luzia soube que sua mãe queria vê-la casada com um jovem de distinta família, porém pagão. Ao pedir um tempo para o discernimento foi para uma romaria ao túmulo da mártir Santa Ágeda, de onde voltou com a certeza da vontade de Deus quanto à virgindade e quanto aos sofrimento por que passaria, como Santa Ágeda.
Vendeu tudo, deu aos pobres e logo foi acusada pelo jovem que a queria como esposa. Santa Luzia, não querendo oferecer sacrifício ao deuses e nem quebrar o seu santo voto, teve que enfrentar as autoridades perseguidoras e até a decapitação em 303, para assim testemunhar com a vida, ou morte o que disse: “Adoro a um só Deus verdadeiro, e a ele prometi amor e fidelidade”.
Somente em 1894 o martírio da jovem Luzia, também chamada Lúcia, foi devidamente confirmado, quando se descobriu uma inscrição escrita em grego antigo sobre o seu sepulcro, em Siracusa, Ilha da Sicília. A inscrição trazia o nome da mártir e confirmava a tradição oral cristã sobre sua morte no início do século IV.
Mas a devoção à santa, cujo próprio nome está ligado à visão (“Luzia” deriva de “luz”), já era exaltada desde o século V. Além disso, o papa Gregório Magno, passado mais um século, a incluiu com todo respeito para ser citada no cânone da missa. Os milagres atribuídos à sua intercessão a transformaram numa das santas auxiliadoras da população, que a invocam, principalmente, nas orações para obter cura nas doenças dos olhos ou da cegueira.
Diz a antiga tradição oral que essa proteção, pedida a santa Luzia, se deve ao fato de que ela teria arrancado os próprios olhos, entregando-os ao carrasco, preferindo isso a renegar a fé em Cristo. A arte perpetuou seu ato extremo de fidelidade cristã através da pintura e da literatura. Foi enaltecida pelo magnífico escritor Dante Alighieri, na obra “A Divina Comédia”, que atribuiu a santa Luzia a função da graça iluminadora. Assim, essa tradição se espalhou através dos séculos, ganhando o mundo inteiro, permanecendo até hoje.
Luzia pertencia a uma rica família de Siracusa. Sua mãe, Eutíquia, ao ficar viúva, prometeu dar a filha como esposa a um jovem da Corte local. Mas a moça havia feito voto de virgindade eterna e pediu que o matrimônio fosse adiado. Isso aconteceu porque uma terrível doença acometeu sua mãe. Luzia, então, conseguiu convencer Eutíquia a segui-la em peregrinação até o túmulo de santa Águeda ou Ágata. A mulher voltou curada da viagem e permitiu que a filha mantivesse sua castidade. Além disso, também consentiu que dividisse seu dote milionário com os pobres, como era seu desejo.
Entretanto quem não se conformou foi o ex-noivo. Cancelado o casamento, foi denunciar Luzia como cristã ao governador romano. Era o período da perseguição religiosa imposta pelo cruel imperador Diocleciano; assim, a jovem foi levada a julgamento. Como dava extrema importância à virgindade, o governante mandou que a carregassem à força a um prostíbulo, para servir à prostituição. Conta a tradição que, embora Luzia não movesse um dedo, nem dez homens juntos conseguiram levantá-la do chão. Foi, então, condenada a morrer ali mesmo. Os carrascos jogaram sobre seu corpo resina e azeite ferventes, mas ela continuava viva. Somente um golpe de espada em sua garganta conseguiu tirar-lhe a vida. Era o ano 304.
Para proteger as relíquias de santa Luzia dos invasores árabes muçulmanos, em 1039, um general bizantino as enviou para Constantinopla, atual território da Turquia. Elas voltaram ao Ocidente por obra de um rico veneziano, seu devoto, que pagou aos soldados da cruzada de 1204 para trazerem sua urna funerária. Santa Luzia é celebrada no dia 13 de dezembro e seu corpo está guardado na Catedral de Veneza, embora algumas pequenas relíquias tenham seguido para a igreja de Siracusa, que a venera no mês de maio também.

Papa Francisco confirma viagem ao México para fevereiro de 2016

O papa Francisco parte para a República Centro-Africana, última etapa de sua viagem à África (Foto: Stefano Rellandini / Reuters)
O papa Francisco confirmou que viajará ao México e que fará uma visita ao santuário da Nossa Senhora de Guadalupe no dia 13 de fevereiro, data em que os católicos mexicanos comemoram o dia da a padroeira do país.
"Vajarei para venerá-la em seu Santuário", disse o pontífice neste sábado durante sua homilia em espanhol, na missa na Basílica de São Pedro em homenagem a Virgem.
Esta será a quarta viagem de Francisco ao continente americano. Durante seu pontificado, ele já esteve no Rio de Janeiro (julho de 2013), Equador, Bolívia e Paraguai (julho de 2015) e Estados Unidos e Cuba (setembro de 2015).
Na volta de sua passagem pela África, no mês passado, ele já tinha antecipado a intenção de ir ao México. Conforme disse, sua vontade era visitar o santuário e "três ou quatro cidades", entre elas San Cristóbal de las Casas (Chiapas), Morelia (Michoacán) e "quase certo" Ciudad Juárez (Chihuahua).
"Minha idade não favorece as viagens, elas deixam marca. Vou ao México e o primeiro que farei é visitar a Mãe da América (Nossa Senhora de Guadalupe)", disse.
Ele explicou que, "se não fosse por ela, não escolheria a Cidade do México pelo critério da viagem, que é visitar algumas cidades que nunca tenham sido visitadas por um papa".
Além disso, indicou que foi convidado para ir à Basílica de Nossa Senhora Aparecida em 2017 e, a partir de lá, poderia ir a outro país, embora tenha ressaltado que, por enquanto, "não há planos".